Apelo e comunicado final dos Patriarcas e Bispos Católicos do Médio Oriente
Publicamos de seguida os dois documentos com as conclusões do II congresso dos Patriarcas e Bispos do Médio Oriente (CPCO) que se realizou em Betânia, Harissa (Líbano) de 3 a 5 de Dezembro de 2012.
II Congresso dos Patriarcas e dos Bispos Católicos do Médio Oriente
Betânia. 3/5 de Dezembro de 2012
APELO
Do II congresso dos Patriarcas e dos Bispos Católicos do Médio Oriente.
Betânia 3/5 de Dezembro de 2012
Os Patriarcas e os Bispos do Oriente tiveram o seu II Congresso em Betâni-Harissa, no Líbano, entre 3 e 5 de Dezembro para estudarem a Exortação Apostólica entregue depois do Sínodo do Médio Oriente sobre o mesmo tema “A Igreja no Médio Oriente, comunicação e testemunho”. Eles compilaram uma conclusão dos trabalhos do seu congresso relativamente à implementação das directivas desta Exortação que dizem respeito à comunhão e ao testemunho, com decisões e recomendações.
1 – Convidar a comunidade internacional a exercer esforços sérios, reais e eficazes para se encontrar uma solução justa para o problema da Palestina que está na base da maioria dos conflitos do Médio Oriente.
2 – Solicitar à comunidade internacional e aos estados influentes na região para trabalharem verdadeira e rapidamente para apaziguarem os conflitos existentes e não para os avivar para encontrarem para eles soluções políticas. Fazerem apelo às forças antagónicas em cada um dos nossos países para abrirem a porta ao diálogo político e efectuarem as reformas necessárias e apelar à consolidação, pela consulta, para se chegar à paz, em particular na ensanguentada Síria.
3 – Convocar as organizações da sociedade civil e dos organismos humanitários para trabalharem em comum com igrejas a fim de darem assistência aos sinistrados e aos deslocados, fruto dos conflitos existentes.
4 – Reafirmar que a presença cristã e o seu futuro nos nossos países do Médio Oriente é uma preocupação permanente comum a todas as igrejas. Todos devem desenvolver todos os esforços para encontrarem os meios unificados de trabalho comum, para que os cristãos mantenham o seu papel na edificação das suas nações e nelas vivam em segurança e tranquilidade com os seus parceiros de cidadania.
5 – Intensificar os encontros entre todos os cidadãos incluindo os homens de pensamento, da sociedade e os intelectuais quer sejam cristãos ou muçulmanos, para reforçar uma cultura e uma vida conjunta e completarem-se na igualdade, para assegurarem um melhor futuro aos nossos povos, aos nossos filhos e filhas a fim de se promover o diálogo entre as religiões e as civilizações no mundo.