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Posted on 6 Feb, 2015 in Notícias da Ordem, Ordem do Santo Sepulcro

A Ordem do Santo Sepulcro desenvolve-se e deseja dar a imagem de uma maior simplicidade

A Ordem do Santo Sepulcro desenvolve-se e deseja dar a imagem de uma maior simplicidade

ORDEM DO SANTO SEPULCRO – Os membros do Grande Magistério da Ordem do Santo Sepulcro reuniram-se com o Grão-Mestre, nos dias 21 e 22 de Outubro, celebrando também a festa de Nossa Senhora da Palestina. No Pallazo della Rovere, sede da Instituição. O Patriarca Latino de Jerusalém, Grão-Prior da Ordem, participou nesta reunião na qual interveio nomeadamente no respeitante à trágica atualidade do Médio Oriente.

 

Na abertura deste sessão, o Cardeal Edwin O’Brien, Grão-Mestre, sublinhou o entusiasmo pela Terra Santa que testemunham os Cavaleiros e Damas que visita regularmente em todo o Mundo, nas Investiduras, da Noruega ao Canadá… No início de Outubro, em Honolulu, com os Lugar-Tenentes do Oeste e Nordeste dos Estados Unidos, organizou uma reunião extraordinária com dois cardeais, sete bispos, Priores da Ordem desta região do mundo para os ouvir e informar melhor. Uma carta enviada a todas as Lugar-Tenências com a finalidade de fomentar estas partilhas entre os Priores e as Lugar-Tenências, para que as estas dêem um maior espaço aos responsáveis eclesiásticos que têm a responsabilidade da espiritualidade. Neste sentido, pediu ao Grão-Magistério que discutisse a imagem da Ordem que é transmitida, em especial, pela forma tratamento de “Excelência” dada aos Lugar-Tenentes e que pode parecer uma concorrência inoportuna com a dos Bispos. Tomando em seguida a palavra, o Governador-Geral, Agostino Borromeo, precisou que nenhum Grão-Mestre, antes do Cardeal O’Brian, visitou tantas Lugar-Tenências, como ele o faz desde há dois anos. E acrescentou que a Ordem se desenvolve, se está a alargar, recentemente na Letónia e na República Checa e, possivelmente, em breve, na Malásia e que a colecta, para fins caritativos na Terra Santa, foi mais importante este ano do que em 2013: particularmente o apelo feita para Gaza permitiu enviar ao Patriarcado e à Pontifical Mission of Palestine uma quantia superior a meio milhão de euros. Depois de apresentar a ordem do dia para esta reunião, o Governador deu a palavra ao Patriarca Latino.

A Igreja não poderia sobreviver na Terra Santa sem a parceria da Ordem

Mons. Fouad Twal comentou, por um lado, a viagem do Papa a Belém e Jerusalém que fez nascer uma grande esperança e, por outro, a dramática situação vivida em Gaza depois da guerra do último Verão, pedindo o fim do bloqueio neste território privado de perspectivas humanas, e declarando que somente o reconhecimento de dois estados, com base nas fronteiras anteriores a 1967, poderá trazer a paz à Terra Santa. O Patriarca falou igualmente do Consistório de 20 de Outubro sobre o Médio Oriente por iniciativa do Papa, no qual tomou parte com os outros Patriarcas católicos descrevendo, por exemplo, a acção desenvolvida pelo rei da Jordânia para acolher os cristãos perseguidos da Síria e Iraque. Reiterou, por outro lado, frente ao Grão-Magistério, um pedido para a compra de casas e imóveis em Belém onde a presença muçulmana se intensifica e em Jerusalém onde o mesmo acontece com os judeus para permitir um alojamento estável a famílias cristãs nestas duas cidades essenciais para a Igreja.

A sessão seguinte continuou com a intervenção do Administrador Geral do Patriarcado, o Padre Imad Twal que afirmou com toda a clareza que sem a generosa parceria da Ordem do Santo Sepulcro – uma média de 600 000€ por mês entregues ao Patriarcado – sem contar com os projectos específicos – a Igreja Católica não poderia sobreviver na Terra Santa. O seu relatório da gestão financeira do Patriarcado denota o desejo de transparência com a colaboração de um auditor, sempre com um deficit a lamentar, ligado ao fundo de pensões dos professores e que tende a reduzir-se progressivamente.

O balanço financeiro do Grande-Magistério, apresentado pelo Eng.º Pier Carlo Visconti, realçou a importância da ajuda enviada para a Terra Santa, que neste momento se eleva a 8 milhões de euros, e que deverá aumentar significativamente no fim do ano. As escolas do Patriarcado, em Israel, Palestina e Jordânia – equivalem a um terço da soma global proveniente da Ordem – para as instituições do Patriarcado, explica o Padre Imad Twal.

Dar a prioridade às pessoas e comunicar melhor

A reunião continuou com a apresentação do relatório do Presidente da Comissão da Terra Santa do Grande-Magistério: o Prof. Thomas McKiernan fez o balanço dos projectos de 2014, indicando a importância dos legados que é possível fazer a favor da Ordem e abriu as propostas para 2015, pedindo um financiamento mais específico das realidades nas dimensões psicológicas e humanas durante um ano, tendo em conta principalmente os sofrimentos sentidos em Gaza, e dando “prioridade às pessoas que vivem sobre tijolos” segundo uma expressão do Dr. Heinrich Dickmann. O Governador- Geral sublinhou que a atenção dada às pessoas é testada particularmente pelas somas enviadas mensalmente ao Patriarcado. Estas servem, com efeito, para cobrir as despesas do sistema educativo: na medida em que o ensino contribui para melhorar o nível de formação cultural e profissional, aumentado também a dignidade da pessoas humana.

A comunicação dentro da Ordem esteve igualmente na agenda do dia, com numerosas propostas do serviço que tem a seu cargo estas questões no Grande-Magistério, indo no sentido de uma melhor coordenação do conjunto: os responsáveis pela comunicação nas diferentes Lugar-Tenências serão contactados para darem maior relevo aos acontecimentos nos diversos suportes – Anais, Newsletter e site na internet – para se pôr em comum e de forma mais eficaz, as experiências vividas no terreno.

O Dr. Paul Bartley evocou, no fim da sessão, o projecto de uma reunião regional das cinco Lugar-Tenências da Austrália, Filipinas, Taiwan e da Delegação Magistral da África do Sul, que terá lugar em finais de 2015 com a presença dos Priores locais. Congratulando-se, o Cardeal O’Brian anunciou o seu desejo de ir, em breve, encontrar-se com os bispos australianos com responsabilidades na Ordem, como já o fez no Estados-Unidos.

Antes do encerramento da sessão, o Chanceler Ivan Rebernik deu o número exacto de Cavaleiros, Damas e Eclesiásticos que fazem parte das 62 Lugar-Tenências ou Delegações Magistrais de 35 países no total de 2891 fazendo notar que o número de novos membros em 2014 corresponde a mais de metade das mortes.

Depois das reflexões finais do Patriarca de Jerusalém, em ligação com o Sínodo, sobre os desafios pastorais da família e o que estes representam para os Cavaleiros e Damas – que poderiam, por exemplo, vir renovar as suas promessas matrimoniais em Canaã – o Grão-Mestre abriu perspectivas desejando que as cotizações se adaptem às possibilidades dos jovens casais, renovando o desejo de que a Ordem tenha uma imagem de uma maior simplicidade na dinâmica evangélica do pontificado de Francisco.

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