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Posted on 24 Nov, 2015 in Aprender, Cultura, Leituras, Política e sociedade, Slide

A revista “Próximo Oriente Cristão”: de Jerusalém a Beirute

A revista “Próximo Oriente Cristão”: de Jerusalém a Beirute

 

BEIRUTE- A Revista do Próximo Oriente Cristão, criada pelos Padres Brancos de Jerusalém em 1951, foi finalmente confiada à Universidade São José de Beirute, dirigidas pelos Jesuítas. Por esta ocasião, um colóquio internacional sobre ecumenismo realizou-se na USJ nos dias 12 e 13 de Novembro intitulado “O Desafio da Igreja, uma missão da revista ecuménica francófona.”

Desde a sua criação, em 1868, da Ordem dos Padres Missionários de África, mais conhecidos por Padres Brancos, o seu fundador, o cardeal Lavigerie, deu-lhes como missão trabalharem pela união das Igrejas do Oriente e do Ocidente. Esta ideia levou à criação, em 1951, da revista Próximo Oriente Cristão, publicada no coração da cidade de Jerusalém, lugar em que a grande diversidade das Igrejas cristãs é muito representativa. A revista tinha então por finalidade o aprofundamento do estudo da tradição oriental e dar a conhecer a actualidade do Próximo Oriente; especialmente no que respeita às relações entre as Igrejas cristãs e os muçulmanos.

Durante os 65 anos da sua publicação pelos Padres Brancos de Jerusalém, a revista POC torna-se numa referência internacional para o estudo dos cristianismos no Médio Oriente. No entanto o conflito entre o Estado de Israel e os países árabes vizinhos e a decréscimo da presença dos Padres Brancos em Jerusalém levou estes a hoje confiarem a publicação da revista POC à Universidade Jesuíta de Beirute.

Esta mudança não impedirá as comunidades de cristãos de Jerusalém de fazerem ouvir as suas vozes. São disso testemunho as palavras do Padre Frances Bouwen, que vive na Basílica de Santa Ana: “Temos intenção de criar uma boa equipa local da POC, com Padres Brancos e outros, para assegurar que Jerusalém e a Terra Santa continuam bem representados no Conselho de redação e a vida das comunidades cristãs aí continue a ser fielmente representada. Como é evidente, muito há a fazer em Jerusalém, mesmo sem a publicação da POC, principalmente no contexto do ecuménico e inter-religioso e a revista continuará a ser um instrumento privilegiado”.

Calixte des Lauriers