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Posted on 20 Jan, 2016 in Jubileu da Misericórdia, Paróquias em Israel, Slide, Vigário patriarcal

O CPAM visita um campo de detenção em Holot

O CPAM visita um campo de detenção em Holot

 

NEGUEV – Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2016, uma delegação de 20 pessoas da coordenação para a Pastoral dos migrantes (CPAM) visitou requerentes de asilo detidos no campo de Holot, no Neguev.

O CPAM decidiu visitar os católicos detidos em Holot para lhes desejar um feliz natal e um ano novo cheio de bênçãos. Esta visita realizou-se no dia seguinte ao dia Mundial dos Migrantes e Refugiados. A delegação era composta por padres, religiosos e laicos que trabalham com os migrantes em Jerusalém, Telavive e Beer Sheva.

A delegação chegou a Holot por volta das 9h enquanto uma tempestade de areia se estava a levantar. Mikele, um dos líderes da comunidade do rito etíope de Jaffa e que acolheu os membros da delegação conduziu-os até ao pequeno abrigo mesmo ao lado co campo de Holot onde dezenas de detidos os esperavam. A maioria dos católicos (cerca de 60) vem da Eritreia, mas havia também alguns muçulmanos vindos do Sudão que se juntaram ao grupo.

A delegação esteve três horas com o grupo de jovens eritreus e sudaneses e teve tempo de os ouvir falar da vida em Holot e de descreverem as terríveis condições de detenção. Todos estão em Israel há vários anos, falam hebreu, chegaram a conseguir um trabalho e tentavam reconstruir as suas vidas quando foram detidos e feitos prisioneiros neste lugar sombrio e isolado. Fazem parte das 47 000 pessoas que as autoridades israelitas recusam reconhecer como refugiados para os obrigarem a deixar o país.

Esta conversa foi seguida por um tempo de oração e de cânticos conduzido por Mikele e pelo Padre Modhin, capelão Católico do rito Etíope em Israel. De seguida, o Padre Davis Neuhaus, Coordenador da pastoral da Igreja dos migrantes, fez uma rápida apresentação, em inglês, do Ano da Misericórdia, e depois um breve resumo em hebreu e em árabe. De seguida, a Irmã Azezet traduziu para tigrinie. Outros membros da delegação transmitiram aos detidos mensagens de encorajamento.

Com esta comovente visita, a Igreja quis mostrar a sua proximidade com as crianças e os marginalizados e reza para que a dignidade lhes seja rapidamente restituída.

Fonte: catholic.co.il