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Posted on 22 Feb, 2016 in Notícias locais, Política e sociedade, Slide

Mons. Shomali na Alemanha : os refugiados sírios deverão poder regressar à sua terra.

Mons. Shomali na Alemanha : os refugiados sírios deverão poder regressar à sua terra.

 

Alemanha – Convidado por ocasião da décima terceira comemoração da morte do Padre Werenfried van Strateen, fundador da Igreja que sofre, Mons. Wiliam Shomali voltou a falar dos actuais desafios do Médio Oriente e em especial da Síria.

Este ano, o encontro anual realizado na Alemanha teve lugar no sábado, dia 13 de Fevereiro, aniversário da Irmã Lúcia, testemunha do aparecimento de Nossa Senhora de Fátima, e do Padre Werenfried, fundador da Igreja que sofre. Uma dupla e significativa comemoração, uma vez que o Padre Werenfried consagrou, por diversas vezes a sua obra a Nossa Senhora de Fátima. A Ajuda à Igreja que sofre é uma fundação internacional católica de Direito Pontifício que intervém em 145 países, entre os quais na Terra Santa, e que a ajuda os cristãos em dificuldade, ameaçados, perseguidos, refugiados ou com necessidades.

A jornada, organizada por Karin Maria Fenbert, directora nacional da Fundação na Alemanha, começou com uma missa na Catedral de Colónia presidida por Mons. Philip Naameh do Gana.

Durante a tarde, tiveram lugar duas mesas redondas organizadas numa sala de reuniões próxima da Arquidiocese de Colónia. Primeiro assunto a ser discutido: “O Islão em África e no Médio Oriente”. Uma mesa redonda moderada por Mons. Philip Naameh do Gana, Mons. Montfort Stina do Malavi e Mons. William Shomali, Vigário Patriarcal em Jerusalém e Palestina.

Na sua intervenção, Mons. Shomali voltou à tragédia síria e ao fundamentalismo islâmico. À questão levantada de uma eventual mudança no Islão, o Bispo sublinhou que uma tal mudança ”não poderá vir senão do interior do Islão”. Lembrou as iniciativas do Presidente el-Sisi no Egipto e a sua intervenção junto da Universidade Al-Ahzar no Cairo para uma renovação do espírito religioso islâmico tendo por objectivo afastar qualquer deriva fanática. Mons. Shomali citou igualmente a Carta Aberta ao Mundo Muçulmano do filósofo muçulmano e francês Abnennour Bidar. Este convida o Islão a braços com uma profunda crise, a pôr-se em questão face aos problemas contemporâneos e a estabelecer um verdadeiro diálogo com as sociedades ocidentais. Segundo Abdenour Bidar, O Islão deve questionar o seu lugar numa sociedade que o djiadismo quer totalitária.

Mons. Shomali pronunciou-se também sobre o problema da resolução do conflito sírio: “é absolutamente necessário cooperar com Assad, presidente democraticamente eleito, para se erradicar o autoproclamado Estado Islâmico: depois, decretar um cessar-fogo imediato. De seguida a reconstrução da Síria e o regresso dos milhões de refugiados sírios”. Tudo isto coroado “por eleições livres” observa ainda o Bispo de Jerusalém.

Durante a segunda mesa redonda, o Arcebispo de Colónia, o Cardeal Joachim Meisner, convidou os participantes a uma troca de ideias sobre as aparições de Fátima e a sua ligação à queda do Muro de Berlim.

Myriam Ambroseli.