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Posted on 18 May, 2016 in Diocese, Noticias da paróquias, Slide, Solenidades, Vida litúrgica

Vigília de Pentecostes na Kehilla de Jerusalém

Vigília de Pentecostes na Kehilla de Jerusalém

 

JERUSALÉM – Sábado 14 de Junho de 2016, véspera da festa de Pentecostes, a kehilla de Jerusalém reuniu-se para uma vigília de oração como preparação para a Vinda do Espírito Santo.

A vigília de oração desenrolou-se em vários tempos: depois de um cântico de alegria ao Espírito Santo, o Padre Rafic, prior da kehilla de Jerusalém, dirigiu uma palavra de boas-vindas aos fiéis convidando-os a pedir misericórdia a Deus para eles próprios, mas também para a Terra Santa e para todo o mundo. Béni, seminarista do Vigariato de expressão hebraica, propôs em seguida um tempo de partilha para que cada um se pudesse apresentar, confiar todas as intenções e o que esperava do Espírito Santo durante o ano seguinte.

Depois da cerimónia penitencial, inspirada na oração do Yom Kippour, as leituras do Pentecostes foram lidas em várias línguas (hebreu, inglês, francês, tigrínia) testemunho da diversidade das pessoas presentes nesta vigília. O que não deixa de nos fazer lembrar que no primeiro Pentecostes em que “homens piedosos vindos de todas as nações que há debaixo do céu” (Ac 2,5). Juntaram-se em Jerusalém para a festa de Shavouot, festa judaica que recorda o dom da lei ao povo hebreu no Monte Sinai e o fechar da Aliança entre Deus e o seu povo festejada sete semanas após a Páscoa judaica.

O Padre Michel Remaud, na sua homilia, exortou a assembleia a pedir ao Espírito que pusesse em uníssono os seus desejos e os nossos e que a todos dê o desejo de receber cada vez mais do Senhor. Para esta ocasião, vieram de Haifa duas senhoras da comunidade Shalom. Cantaram ao Espírito Santo numerosos cânticos em hebreu, mas também em árabe e em português contribuindo para a beleza e recolhimento deste momento de oração.

Esta iniciativa da kehilla de Jerusalém lembra os costumes dos primeiros cristãos: desde o III século, os catecúmenos que ainda não tinham recebido o baptismo, juntavam-se, durante a vigília de Pentecostes, que terminava a tradição do “grande domingo de Páscoa” que tinha durado 50 dias. Esta tradição das vigílias perpetuou-se até ao início do séc. XX.

Calixte des Lauriers

Fotografias de Thomas Charrière.

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