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Posted on 12 Sep, 2016 in Administrador, Diocese, Igreja, Noticias da diocese, Sacramentos, votos, ordenações, Slide, Vida litúrgica

Mons. Pizzaballa ordenado em Bergamo: “Quero ser o Bispo de todos”.

Mons. Pizzaballa ordenado em Bergamo: “Quero ser o Bispo de todos”.

 

BERGAMO – A Igreja da Terra Santa e a de Bergamo unidas na alegria e na acção de graças: este sábado, 10 de Setembro de 2016, o Irmão Pierbattista Pizzzaballa, ofm., administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, foi ordenado Bispo, na Catedral de Bergamo, no Norte de Itália.

Quero ser um bispo para todos, antes de mais para os que me foram confiados. Mas também para os que partilham o amor e a solicitude pelo Médio Oriente, para os judeus e os muçulmanos, para os mais pobres, para toda a Igreja” assegurou Mons. Pizzaballa, no fim de uma cerimónia marcada pela emoção e pela fé, na qual participaram muitos fiéis de Bergamo, vindos unir-se pelas suas orações ao novo Administrador Apostólico do Patriarcado Latino nomeado no passado dia 24 de Junho, pelo Papa Francisco e ordenado Bispo na sua Terra Natal.

A missa, presidida pelo Cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, concelebrada pelo Patriarca Emérito Mons. Fouad Twal e por Mons. Francesco Beschi, Bispo de Bergamo, reuniu à volta de Mons. Pizzaballa uma trintena de bispos – vindos de Itália, da Turquia, do Bahrein entre outros, alguns núncios apostólicos – de Israel e Palestina, Jordânia e Iraque, Canadá e o actual Custódio da Terra Santa, o Irmão Francesco Patton, ofm. Uma importante delegação do Patriarcado Latino composta por Mons. William Shomali, Mons. Giacinto Boulos Marcuzzo, pelo Padre David Neuhaus, prlo Padre George Ayub pelo Padre Imad Twal e por muitos padres que também se deslocaram a Bergamo. De notar ainda a presença de Mons. Bacouni, Arcebispo grego-melequita de Haifa e de Mons. Moussa el – Hage, em nome da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa e a de Mons. Nektorius, representante da Igreja Greco-ortodoxa de Jerusalém, que ofereceu uma cruz peitoral a Mons. Pizzaballa em sinal dos laços de amizade de mais de doze anos que uniram o Antigo Custódio e o Patriarca de Jerusalém, Teófilo III.

“Suficcit tibi gratia mea” – “ a minha graça é-Te suficiente” (2 Cor, 12) é esta a divisa episcopal escolhida por Mons. Pizzaballa que, dirigindo-se à assembleia, fez um breve apanhado das etapas fundamentais do seu caminho de fé, caracterizado por uma contínua “procura de sobriedade e sinceridade”, desde a sua infância em Itália, aos anos de seminário, e à sua partida para a Terra Santa – uma terra que, confessou com humor, nunca o tinha atraído – e na sua missão como Custódio. E, neste momento, é à Igreja da Terra Santa que Mons. Pizzaballa “põe a sua vida” ao serviço dos fiéis, e dos “seus“ padres a quem se dirigiu em árabe.

Nas minhas armas só quis que figurassem duas coisas: “Jerusalém e a Palavra”. Foi com um vibrante apelo à paz de Jerusalém que Mons. Pizzaballa concluiu: “não uma paz que seja o supressão das diferenças, a eliminação das distâncias, nem uma trégua ou um pacto de não-agressão, garantido por acordos ou separações. Peço uma paz que seja um acolhimento cordial e sincero do outro, uma vontade tenaz de escuta e de diálogo, caminhos abertos onde o medo e a suspeita deem lugar ao conhecimento e à confiança, onde as diferenças se transformem em oportunidades de companhia e não pretextos de recusa mútua”; antes de prometer um envolvimento total para que surja “para toda a Igreja e para todos os homens da terra” a “Paz de Jerusalém”.

A situação complexa e dolorosa da Terra Santa, assim como a sua esperança de paz foram igualmente evocadas pelo Cardeal Sandri na sua homilia: “ser bispo na Igreja Latina de Jerusalém, administrando-a (…) em nome do Santo Padre é uma tarefa difícil” reconheceu, “mas uma tarefa que poderá ser vivida na alegria e com uma serena determinação fundada na Palavra de Deus e não nos nossos projectos humanos”. “Tantos corações na Terra Santa e, sobretudo no território do Patriarca Latino, têm sede de justiça e de paz, prosseguiu, aspirações que “mesmo antes de serem reivindicadas como direitos, devem ser desejadas e implementadas não somente com os judeus e os muçulmanos, mas no próprio seio da Igreja e nas relações com as outras igrejas”. “O único meio de que dispomos para evitar a partida dos cristãos do Médio Oriente” afirmou ainda o Cardeal “ ou para que não sejam expulsos por motivos obscuros é encontrar sempre meios antigos ou novos para ser uma Igreja em abertura, que deseja a promoção dos espaços de encontro e de realização”.

Em Bergamo, Manuella Affejee

Fotografias: Giovanni Zennaro.

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