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Posted on 11 Oct, 2016 in Caridade, Notícias locais, Política e sociedade, Slide

A Fundação Mariam em Nazaré: “a revolução da vida contra o cancro”

A Fundação Mariam em Nazaré: “a revolução da vida contra o cancro”

 

NAZARÉ – A Fundação Mariam criada em 2001 por um jovem palestino tem como vocação sensibilizar para a luta contra o cancro na Terra Santa. Sábado, 1 de Outubro, teve lugar a celebração anual no convento dos Salesianos que reuniu numerosas pessoas, benfeitores e amigos da Fundação.

A Fundação Mariam é a primeira e única fundação árabe do país a trabalhar na luta contra o cancro. A Fundação procura ser o contacto de referência para todos os que estão empenhados na luta contra o cancro. A Fundação trabalha na sensibilização da doença sublinhando a importância do diagnóstico precoce em rutura com ideias preconcebidas, mostrando que há uma vida durante e depois do cancro. A Fundação concede também ajuda financeira e psicológica aos doentes e às suas famílias zelando para que lhes sejam prodigados todos os tratamentos necessários.

A Fundação Mariam cumpre a sua missão através de diferentes iniciativas, conferências, sessões de formação, mas também com iluminações em rosa (cor da luta contra o cancro da mama, até ao fim de Outubro) de diversos locais arqueológicos ou religiosos em toda a Terra Santa. O programa “Mariam Joy” dá também um apoio quotidiano às crianças doentes de cancro visitando-as nos hospitais. Todos os dias, quatro voluntários vão a todos os hospitais para levarem um sorriso aos doentes e darem uma resposta às suas diferentes necessidades.

A Fundação foi criada em 2001 por um jovem palestiniano, então com 20 anos, Mohammad Hamed que, quando tinha doze anos perdeu a sua irmã com um cancro aos 9 anos, numa altura em que a doença era ainda mal conhecida nos meios árabes e em que não era ou era mal tratada, chegando mesmo a ser considerada “uma maldição”. Os doentes tinham também problemas com a barreira da língua nos hospitais israelitas. Como explica Mohmmad Hamed no site da Fundação, sensibilizar para a doença e acompanhar os doentes e as suas famílias deveria ser uma prioridade para a sociedade contemporânea: ”Juntos somos mais fortes. Juntos podemos combater o cancro e levar a bem a revolução da vida”.

Mohammad conta como há vinte anos, entre as mulheres atingidas por um cancro da mama, 35% das mulheres judias eram salvas enquanto todas as mulheres árabes morriam por falta de tratamento. Hoje se esta diferença já não existe, o diagnóstico precoce é indispensável para se ter todas as hipóteses de se salvar, sabendo-se que o cancro da mama pode ser curável em 100%.

No dia 1 de Outubro, um evento reuniu muitos amigos e benfeitores em Nazaré, entre estes últimos encontrava-se Mons. Marcuzzo, Vigário Patriarcal em Nazaré. O Bispo tomou a palavra e referiu-se à Encíclica do Papa Laudate Si, lembrando o cuidado a prestar à casa comum da humanidade: “tomar conta da nossa casa comum é o melhor gesto que existe de solidariedade, sendo a poluição do mundo uma das primeiras causas do cancro” fez ele notar.

Nessa ocasião, toda a fachada do Convento Salesiano estava iluminada a rosa. O Convento é o edifício com maior visibilidade de toda a cidade e pode ser avistado desde o vale. O evento foi pontuado por testemunhos, cânticos, agradecimentos e diversas intervenções não só de médicos, mas também de doentes que partilharam as suas experiências, entre estes alguns que conseguiram vencer a doença.

Nas próximas semanas a fundação iluminará de rosa diferentes locais da Terra Santa, nomeadamente em Telavive – Jaffa, São João de Acre e Jénin.

Myriam Ambroselli.

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